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Após assassinato de PM, 27 pessoas são mortas em dois dias

Terça-feira, 01 Maio 2018
Após assassinato de PM, 27 pessoas são mortas em dois dias
Pela segunda vez em menos de um mês, a Grande Belém viveu uma onda de assassinatos após a morte de um policial militar. Ao todo, 27 pessoas foram assassinadas das 13h de domingo (29) às 18h desta segunda-feira (30).

Pelo menos dez das mortes aconteceram nas horas seguintes ao assassinato da cabo Maria de Fátima dos Santos, 49, da Polícia Militar do Pará. Ela estava de folga e foi morta com três tiros dentro de sua casa em Ananindeua (20 km de Belém).

Há três semanas, doze pessoas foram assassinadas na Grande Belém num período de cinco horas após as mortes de dois policiais militares. Em janeiro do ano passado, houve outro caso semelhante: 30 assassinatos em dois dias após a morte de um soldado. 

A maioria das vítimas da onda de assassinatos desta semana são homens e foram alvo de vários disparos de arma de fogo em via pública. A Secretaria de Segurança do Pará informou que só as investigações poderão apontar uma possível relação entre os crimes e a morte da policial.

As dez primeiras mortes aconteceram num período de 12 horas, parte delas ainda durante a tarde de domingo. Foram encontradas vítimas de disparos de arma de fogo no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, e nos bairros de Condor, Marco, Canudos, Terra-Firme e Una, na periferia de Belém.

Outras quatro vítimas deram entradas com ferimentos em hospitais e postos de saúde da Grande Belém, mas não resistiram aos ferimentos. Nesta segunda, foram registradas outras 17 mortes em bairros de Belém e Ananindeua.

O número de mortes registrado é mais de dez vezes maior que a média diária de assassinatos na Grande Belém, que é de 2,3 casos por dia. Em 2017, foram assassinadas 855 pessoas na região metropolitana.

O secretário de Segurança do Pará, Luiz Fernando Rocha, afirma que só as investigações poderão apontar se há relação entre as mortes e se elas foram motivadas por vingança pelo assassinato da policial militar.

“O que posso dizer é que vários homicídios aconteceram após a morte da policial”, diz o secretário, após conferir que a maioria dos casos têm características de crime premeditado.

Segundo o secretário, o governo do estado reforçou o policiamento na capital e nas cidades do entorno e vem fazendo um trabalho preventivo para reduzir o número de homicídios.

Cerca de 3.000 novos policiais se unirão à tropa até junto deste ano, sendo 474 investigadores e 49 delegados de polícia, que vão reforçar o trabalho de inteligência. Com informações de Folhapress. (Blog do Nilson Macedo)

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Sobre Nilson Macedo Bezerra

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