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Prefeito e vice-prefeito são presos pela Polícia Federal, no interior de PE

Quinta-feira, 10 Setembro 2020
Prefeito e vice-prefeito são presos pela Polícia Federal, no interior de PE

A Polícia Federal está cumprindo, na manhã desta quinta-feira (10), mandado de busca e apreensão de documentos na sede da Prefeitura de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, por crime de corrupção e desvio de recursos públicos. Na ação policial, o prefeito de Agrestina Thiago Nunes (MDB) e seu Vice, Zito da Barra, foram presos.
                                                                                                                           
Em junho, O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, nesta quinta-feira (04), a cassação dos mandatos do atual prefeito do município de Agrestina, Thiago Nunes, e do vice-prefeito José Pedro da Silva, ambos por abuso de poder político.

Os dois perderam os direitos políticos e ficarão inelegíveis até 2024. O TRE-PE acatou parcialmente o recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE). Thiago Nunes e o vice José Pedro da Silva, mais conhecido como Zito da Barra, foram condenados devido a contratações ilegais de funcionários em 2016, ano em que se elegeram como prefeito e vice-prefeito de Agrestina.

A operação

A Polícia Federal em Caruaru, com o apoio da Controladoria-Geral da União-CGU, deflagrou na manhã de hoje (10/09/2020), a terceira fase da Operação Pescaria, com o propósito de dar continuidade às ações repressivas iniciadas no ano de 2018 para desarticular uma Organização Criminosa especializada no desvio de recursos públicos na Prefeitura de Agrestina/PE.

As vantagens ilícitas eram auferidas por meio da contratação fraudulenta de empresa de “fachada”, com recursos oriundos de verbas federais, frustrando o caráter competitivo do processo licitatório e promovendo a execução dos contratos por meio de terceiros desqualificados.

A investigação que culminou com a deflagração da Operação Pescaria III, mira a lavagem dos lucros ilicitamente auferidos pela organização criminosa, levada a cabo por meio da utilização de conta bancária de titularidade de um “laranja” vinculado ao grupo.

Esta conta bancária servia aos investigados para o recebimento de transferências bancárias e depósitos em espécie, estes na sua maioria em valores baixos e sem a identificação da origem, realização de saques de valores vultuosos, bem como, também, para a utilização de títulos de crédito ao portador (cheques) assinados em branco, tudo com o propósito de dificultar a identificação da origem criminosa do dinheiro.

Nesta data a Polícia Federal cumpre 05 (cinco) Mandados de Prisão Preventiva, 13 (treze) Mandados de Busca e Apreensão em endereços residenciais e comerciais, além de Mandados de Afastamento de Funções Públicas dos ocupantes de cargos na administração municipal de Agrestina, além de Mandados de Afastamento de Sigilos Bancário e Fiscal dos investigados, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

As duas fases que antecederam a Operação Pescaria III foram deflagradas respectivamente em 21/02/2019 e 28/03/2019.

Os crimes investigados na atual fase da operação são de Organização Criminosa, Peculato, Falsidade Ideológica e Lavagem de Dinheiro. A ação conta com o emprego de 70 (setenta) Policiais Federais, além de servidores da Controladoria-Geral da União.

As informações são da Polícia Federal de Pernambuco. (Blog do Nilson Macedo)
                                                                                                                                     
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