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Prefeito preso pela Polícia Federal é recolhido à penitenciária, no interior de PE

Quinta-feira, 10 Setembro 2020
Prefeito preso pela Polícia Federal é recolhido à penitenciária, no interior de PE
Preso durante operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10), o prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, foi levado à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Ele chegou ao presídio no início da tarde.
                                                                                                                                                 
A operação Pescaria III foi deflagrada na manhã desta quinta e prendeu ainda o vice-prefeito, Zito da Barra, um funcionário público e dois empresários.

No total, a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, 13 mandados de busca e apreensão, além de mandados de afastamento de funções públicas do prefeito, do vice e de um funcionário público. Houve ainda o cumprimento de mandados de afastamento de sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 110 mil em dinheiro, R$ 100 mil em cheques, vários carros, entre eles uma BMW avaliada em R$ 400 mil. Segundo a polícia, a estimativa é de que mais de R$ 5 milhões tenham sido desviados da prefeitura em um ano e maio.

Entenda o caso

A terceira fase da Operação Pescaria foi deflagrada nesta quinta-feira (10), em continuidade às investigações iniciadas em 2018. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos da prefeitura de Agrestina.

Segundo informações divulgadas pela PF, as vantagens ilícitas eram recebidas por meio da contratação fraudulenta de empresa de “fachada”, com recursos vindos de verbas federais.
Na operação, estão sendo investigadas a lavagem dos lucros ilicitamente recebidos pela organização criminosa, através da conta bancária de titularidade de um “laranja” ligado ao grupo.

Estão sendo investigadas as suspeitas de crimes de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A ação contou com a participação de 70 policiais, além de servidores da Controladoria-Geral da União.

Thiago Nunes e Zito da Barra tinham sido afastados dos cargos após cassação da chapa por abuso de poder político. Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles reassumiram no mês de julho. A prefeitura de Agrestina não se pronunciou até a publicação dessa matéria. Com informações do NE-10 (Blog do Nilson Macedo)
                                                                                                                                     
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